quinta-feira, 5 de maio de 2016

MAIS EXCERTOS DE DOCS QUE SERVIRAM DE SUPORTE AO DEBATE NA ÚLTIMA A.M. DO ALANDROAL


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PARA UMA MELHOR GESTÃO DE ESPAÇO ABSTEMO-NOS DE COLOCAR ROCESSOS JUDICIAIS EM CURSO QUE ENVOLVAM QUANTIAS POUCO SIGNIFICATIVAS.



TERMINAMOS AMANHÃ COLOCANDO  PARTES DOS DOCUMENTOS REFERENTES AO ASSUNTO "ÁGUAS" ASSIM COMO DO RELATÓRIO DE CONCLUSÔES E RECOMENDAÕES DA AUDITORIA

CINE CLUBE DOMINGOS MARIA PEÇAS

           Homenagem do Al Tejo a Domingos Maria Peças

                        ( hoje a cargo do Rufino Casablanca)
                                       CICLO "CASAIS DO CINEMA"

                                           Federico e Giulietta “O Casal Mágico”


1.º
Título Original: “La Strada
Título Português: “A Estrada”
Idioma: Italiano
Produção: Dino di Laurentis e Carlo Ponti
Argumento: Federico Fellini e Tulio Pinelli
Música: Nino Rota
Realização: Federico Fellini
Intérpretes: Anthony Quinn, Giulietta Masina, Richard Basehart, Aldo Silvani….
(Os produtores deste filme: Dino di Laurentis e Carlo Ponti, também constituiram “casais mágicos”, respectivamente com Silvana Mangano e Sofia Loren. Se as insónias persistirem, e as noites continuarem longas, talvez lhe dediquemos algumas linhas.)
2.ª
Título Original: “Le Notti di Cabiria”
Título Português: “As Noites de Cabíria”
Produção: di Laurentis
Idioma: Italiano
Argumento: Federico Fellini, Piero Paolo Pasolini e Tulio Pineli
Realização: Federico Fellini
Intérpretes: Giulietta Masina, Amedeo Nazzari, François Périer…..

                                                            Algumas linhas para A Estrada:


O cenário que marca todo o filme é um circo. Melhor, um grupo de saltimbancos. Um daqueles grupos de saltimbancos que quem viveu no Alandroal lá pelos anos cinquenta se habituou a ver quando acampavam ali pelos arrequizes. Anthony Quinn é um fortalhaço que rebenta correntes de ferro como quem come papossecos. E Gelsomina (Giulieta Masina) é a sua assistente. Mas não são parceiros de pista. Ela pertence-lhe. Ele tinha-a comprado à família. Exactamente, tinha-a comprado por não sei quantas liras. Ele considerava-a sua propriedade. Assim, quando Gelsomina se apaixona por um trapezista, calculem o pé-de-vento que se armou naquele circo. É que Zampano (Anthony Quinn) também estava apaixonado por Gelsomina. E quando os ciúmes vieram ao de cima! Bom! bom!… anda cá trapezista!
Uma história como só o Fellini sabia contar.


                                             E agora outras tantas linhas para “As Noites de Cabíria

Cabíria é nome de mulher. De mulher da noite. É o nome de uma prostituta. Prostituta magistralmente interpretada por Giulietta Masina. Federico, que como todos sabemos, não era piegas a fazer cinema, bem pelo contrário, desta vez dá-nos o retrato de uma mulher bondosa, sentimentalona, envergonhada da profissão que exerce, explorada e abusada por tudo quanto é homem que se atravessa no seu caminho. Mas não se pense que se vai abaixo. A cada queda corrresponde um reerguer para, de novo, lutar pela vida e pela dignidade. Apesar do ambiente algo deprimente, este é um dos filmes mais optimistas de Federico Fellini.
Ao rever o filme, aqui há uns dias, encontrei uma certa analogia entre a Cabíria do Fellini e a “Amélia dos Olhos Doces”, aquela magnífica criação do Carlos Mendes.
O Óscar para o melhor filme estrangeiro, foi o que o Fellini ganhou com as “Noites de Cabíria”. A Giulietta foi “só” considerada a melhor actriz no Festival de Cinema de Veneza. E assim ia o cinema italiano lá por 1957.

Rufino Casablanca.       Terena – Monte do Meio – 1995            


DIVULGAÇÃO

HOJE O NUCLEO DE TEATRO INDEPENDENTE DO ALANDROAL VAI ACTUAR EM ESTREMOZ.



PÁGINA DEDICADA À FESTA BRAVA

                                CORRIDAS A REALIZAR


NOTÍCIAS DO ALENTEJO

O mundo da vinha e dos vinhos vai estar em foco em Évora, a partir de hoje e até sexta-feira, no 10.º Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo.

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo está a trabalhar no sentido de classificar o montado como património da humanidade, com vista a salvar aquele importante ecosistema das duas regiões.
Montemor-o-Novo assina hoje uma petição Pública como forma de luta contra a extinção, e consequente agregação, de cinco Freguesias transformadas em duas Uniões de Freguesia.
O InAlentejo, Programa Operacional Regional do Alentejo 2007-2013, obteve a totalidade dos fundos europeus que constituíam a sua dotação no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).


RESUMO DAS PRINCIPAIS OCORRÊNCIAS DA ÚLTIMA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO ALANDROAL (Dia 28 Abril)

                                                             ORDEM DE TRABALHOS
                                                                                        
                                                                                 XXXXXXX

Ponto 2 – 13 votos a favor (9 CDU – 3 DITA – 1 PSD), 2 votos contra do PS
Ponto 3 – 13 votos a favor (9 CDU – 3 DITA – 1 PSD), 2 votos contra do PS
Ponto 4 – 13 votos a favor (9 CDU – 3 DITA – 1 PSD), 3 votos contra do PS
Ponto 5 – 13 votos a favor (9 CDU – 3 DITA – 1 PSD), 3 Abstenções do PS
Ponto 6 – 13 votos a favor (9 CDU – 3 DITA – 1 PSD), 3 Abstenções do PS
Ponto 7 – 10 votos a favor (9 CDU – 1 PSD), 1 Voto Contra do DITA (Deputado Domingos Matuto) e 5 Abstenções (2 do DITA e 3 do PS)
Ponto 8 – 13 votos a favor (9 CDU – 3 DITA – 1 PSD), 3 Abstenções PS

No final o Presidente da Junta de Freguesia de Capelins, explicou que as passadeiras que andam a gerar uma certa polémica nas redes sociais ainda não estão prontas, e que só se encontram assim devido à falta de enchimento com alcatrão entre as tiras de pedra.

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                               EXCERTOS DE ALGUNS DOCS. DE SUPORTE PARA O DEBATE

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EM ACTUALIZAÇÂO

quarta-feira, 4 de maio de 2016

CONFRARIA DOS XIXAROS

Aproxima-se a data usual para a nossa habitual reunião/convívio.
No dia 10 de Junho de 2011 teve lugar o nosso primeiro almoço. Assim sendo e com pequenas variações tem sido mais ou menos próximo desta data que nos reunimos.
Neste primeiro alerta, apenas se pretende confirmar que mais uma vez a iguaria leguminosa vai ser devidamente apreciada, acompanhada com o belíssimo néctar de produção alentejana (e não só), que irá servir para uma salutar confraternização, onde como sempre as gargantas afinadas devidamente acompanhadas pelos nossos habituais músicos nos irão transportar ao agora Património da Humanidade: Fado e Cante Alentejano.  
Nesta primeira abordagem e para que possas ir reservando a data, queremos dar conhecimento que após várias consultas a Confrades que desde o inicio nos acompanham, deliberamos que o nosso Almoço/Confraternização está programado para o dia 04 de Junho – Sábado- (isto devido a que 10 de Junho é sexta-feira e dá azo a um fim de semana prolongado, normalmente aproveitado para passeis mais prolongados). Tal não obsta a que se uma maioria achar por bem outra data, a mesma não possa vir a ser considerada.

Vamos então escolher qual a data, e iniciar as confirmações das presenças, para tal agradecemos o vosso contacto para os Confrades Xixareiros habituais:
Chico Manuel : francisco.tata@gmail.com – 933994747
Manuel Augusto: manuelaugustocoelho@gmail.com -925877960
Tói da Dadinha : ajfontescoelho@sapo.pt  - 967831555
Dino : reileao45@gmail.com – 934885229

Aproveitamos para informar todos aqueles que têm mostrado interesse em aderir à Confraria que todos são bem-vindos e que basta apenas comunicar a qualquer Confrade a sua vontade de se juntar a nós para de imediato ser aceite, não sendo necessária qualquer formalidade.
Até breve
 Que Nunca por Fracos os Conheçam

ORIGINAIS

                            VALE PELA LEGENDA!
O AMOR É BONITO...MAS COMPLICADO
          VALE PELA ESPONTANEIDADE DE                                   ESCLARECER!

Fotos: Raia Alentejo de L.L.F.

MEMÓRIAS CURTAS - Uma rubrica mensal a cargo do Professor Vitor Guita

Há tempos, já lá vão uns bons quarenta anos, lemos uma frase que nos deixou a matutar e que, de vez em quando, teima em vir à tona.
A frase, que aparecia escrita no semanário O Meridional do dia 15 de Março de 1903, rezava o seguinte: “Desgraçados os homens de talento, os apaixonados da imortalidade que raramente deixam na terra quem compreenda o que mais grato seria à sua memória”.
É neste leque que costumamos incluir Belchior Curvo Semedo e outros poetas e prosadores nossos contemporâneos.

A triste contestação de que o país, a começar pela escola, vota ao esquecimento muitos dos seus melhores escritores, espicaça-nos a vontade de rumar contra a maré e dar o nosso modestíssimo contributo para divulgar a produção literária de alguns deles. Enquanto montemorense, incomoda-nos o desconhecimento ou o conhecimento de fachada que presumimos existir à volta de homens de letras como Curvo Semedo e outros mais recentes.
Correndo o risco de desagrada a alguns dos nossos amigos leitores que esperarão outro tipo de Memórias menos literárias, não resistimos a voltar, pela quarta vez consecutiva, à vida e obra do poeta montemorense.
Sempre foi nossa convicção de que a melhor maneira de relembrar um escritor é ler as suas palavras, dando-lhes vida. Por isso. Aproveitamos esta tribuna para levarmos até aos estimados leitores alguns textos que saíram da inspirada pena do árcade Belmiro Transtagano.
No intuito de chegar a u público tão vasto e heterógeno quanto possível, utilizaremos uma ortografia e uma pontuação mais próxima dos nossos dias.
Semedo escreveu uma quantidade apreciável de sonetos: uns de caracter mais político e ideológico, fazendo a apologia de figuras e episódios históricos da época; outos, em tom de sátira literária; outros ainda, de pendor lírico/amoroso. No soneto que a seguir apresentamos, bem ao gosto clássico, o poeta enaltece as qualidades psicológicas da mulher retratada._
Não consiste nuns olhos matadores,
Nuns lábios de rubi, num colo alpino,
A beleza do sexo feminino
Que prende a atrai milhões de adoradores.

Há dons ocultos, dons encantadores
D´alto apreço e de mérito divino,
Que mais valia têm, melhor destino,
Que as belas feições exteriores.

Se o meu bem não tem rara formosura,
Os encantos que faltam no seu rosto
Sobram em sua angélica estrutura.

E o mais que enfim não anda à vista exposto
É de atrativos tais, de tal doçura,
Que nunca o toca sem morrer de gosto.
Num tempo em que o canto lírico era muito apreciado, Curvo Semedo escreveu vários madrigais, cançonetas, idílios e outras composições breves, algumas delas destinadas a serem cantadas.
É também da sua autoria um número significativo de epigramas, poemas curtos que terminam frequentemente num pensamento espirituoso ou satírico, como este que escolhemos:
Um beberrão de má fé,
Uma tasca amotinando,
Deu tamanho pontapé
N´um sábio que ia passando,
Que deu com ele no chão.
Esperava-se função,
Mas o sábio ergueu-se e foi,
Dizendo para a taverna:
-Por dar uma besta um coice,
Devemos cortar-lhe a perna?

Divertidíssimas são igualmente as glosas joco-sérias que o poeta escreveu, carregadas de calão daquela época e inspiradas em figuras típicas de Lisboa, como os marinheiros ou as mulheres de Alfama. Deixamos aqui, em jeito de aperitivo, uma fala de um desses diálogos:
Velha

Minha neta anda a cuspir,
Você alguma lhe fez;
Deixe passar este mês,
Que tem muito que me ouvir.
Veja, não se prante a rir,
Que a história há-de ser falada.
Bem nascida e mal fadada!
Se a enganou, case com ela,
Qu´inda que a vários dá trela,
A pequena é muito honrada.



Curvo Semedo era bem conhecido pelos seus ditirambos, composições peticas que serviam para assinalar acontecimentos importantes e em que o vinho aparecia como tema obrigatório.
Faceta importante foi também a incursão ou incursões que fez na escrita teatral. Poderá não ter a mesma qualidade das comédias de um Molière ou de um Marivaux, mas o Entremez que Semedo escreveu está cheio de graça e fornece-nos um divertido retrato da época. No excerto que se segue, entre uma donzela e a sua criada, damo-nos conta da importância que as artes e as ciências passaram a ter na educação das mulheres e o forte desejo de emancipação feminina.

Briolanja (donzela)

Desde menina educada
Por mestre de puberdade,
Amo as artes e as ciências
Esteios da sociedade.
Quando vejo um homem néscio
Encho-me d´um certo horror.

Moquenca (criada)

Não sei como está donzela
Havendo tanto doutor.

Briolanja

Meu primo não é meu pai,
E se lhe deve amizade,
Não é para constranger-me
Qu´eu tenho livre a vontade.
Portanto, estou resoluta
A dizer-lhe rosto a rosto
Que pelos bens do meu tio
Não sacrifico o meu gosto.
Moquenca
Senhora faz muito bem
Acho-lhe toda a razão.
Há vida mais desgraçada
Qu´aturar um toleirão?
O talento neste mundo
É para tudo preciso.
Até para encher albarda
É necessário juízo…

Como muitos estimados leitores saberão, foi como fabulista que o poeta montemorense se notabilizou, traduzindo e recreando um grande número de fábulas e apólogos. Dado que muitas destas narrativas já se encontram publicadas, dispensamo-nos de as apresentar aqui.
Fazia, no entanto algum sentido pensar-se numa nova edição da obra literária do poeta, na altura em que se assinalam os 250 anos do seu nascimento.
Até à próxima
Vitor Guita –Abril 2016
Extraído do mensário “O Montemorense”- transcrição autorizada pelo Autor



DIVULGAÇÃO C.M.A.

                                     LAZER & CULTURA


A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM TEM ASSINATURA DE JOSÉ POLICARPO

                                        Infelizmente, está em causa!

Quarta, 04 Maio 2016
No primeiro dia de Maio celebra-se e evoca-se o dia dos trabalhadores. Esta data comemora-se pelo facto de no ano de 1886 mais de 500 mil trabalhadores, em Chicago, nos Estados Unidos, fizeram a primeira greve geral da história laboral.
Até então, os trabalhadores apenas trabalhavam e jamais reivindicaram os seus direitos. Por isso, as sociedades e os países democráticos deverão assegurar que esta data possa ser comemorada em total liberdade.
Com efeito, analisando o facto politico do primeiro de Maio e sem pretender e/ou arrogar-me no interprete de serviço das palavras proferidas pelo presidente do partido social-democrata, Dr. Passos Coelho. Não posso, todavia, aceitar que se deixe passar a mensagem, que, Passos Coelho, desvaloriza a importância dos trabalhadores, ou, sequer tenha alguma posição de princípio contra a comemoração deste dia. Por isso, quem pensa assim, ou, insinue tal facto, é no mínimo, intelectualmente desonesto.
Na verdade, o Dr. Passos Coelho no discurso que proferiu no encerramento do congresso da Juventude Social-Democrata, que ocorreu este fim-de-semana na Batalha, fez alusão à comemoração do 1 de Maio, dizendo mais ou menos isto; não há razões para a comemoração deste dia. Concedo, porém, que podia ter escolhido outras palavras e até ter sido mais claro naquilo que pretendia comunicar. Outra coisa bem diferente é associar esta afirmação a quem é contra os trabalhadores e contra os seus direitos.
Ora, o que está em cima da mesa, refiro-me, e, estou absolutamente certo de que Passos Coelho, também, é saber se o futuro dos trabalhadores e por consequência o futuro do nosso país, está em causa. Pelo que, o relevante, no presente momento, é perceber e compreender a actual governação do país. Se as politicais levadas a cabo, são ou não “amigas” dos trabalhadores e de Portugal. Tem fundadas dúvidas disso o Dr. Passos Coelho. E, eu próprio, menos, não tenho. Infelizmente está em causa!

José Policarpo

terça-feira, 3 de maio de 2016

DIVULGAÇÃO - C.M.A.

                                       APOIOS SOCIAIS
        

        O CINEMA QUE VAI SER EXIBIDO NO MÊS DE MAIO

                                             GASTRONOMIA

AS CRONICAS DE OPINIÃO TRANSMITIDAS NA RÁDIO DIANA/FM

                                                             http://www.dianafm.com

                               HOJE
                            Marcha Lenta Com Muitas Perguntas
Terça, 03 Maio 2016
A contestação da classe profissional dos taxistas às condições de funcionamento de uma actividade muito similar que lhes faz concorrência foi sentida nas grandes cidades do nosso país na última sexta-feira. Em defesa dos seus interesses corporativos, tenta esta classe sensibilizar o legislador para que essa concorrência passe a ter as mesmas obrigações que ela.
Confesso que muita da argumentação contestatária utilizada me ultrapassa (em alta velocidade, como alguns destes profissionais, no seu exercício, cruzam as cidades ao serviço dos seus estimados clientes, a chocalhá-los bem e a buzinar a quem se lhes atravesse naquele rumo tão certo) e me faz parar (como quando, lá está, mais uma vez estes profissionais, no seu exercício, tantas vezes obrigam os outros automobilistas a parar atrás de si e a “aguentarem” porque estão a trabalhar, e os outros não?, e especam onde tem que ser…para eles). Mas dizia eu que, certa argumentação, me faz parar para pensar, pois parecia-me que será pela diferença que, em qualquer ramo de actividade, se faz a concorrência, oferecendo a quem a escolhe poder fazer isso mesmo: escolher. Pausa para dizer que sempre achei e acho muito hollywoodesco e divertido gritar na cidade “Táxi!”, mas que também me tenho adaptado muito bem aos gadgets electrónicos da comunicação sem fios que nos cabem no bolso e, não sem algum esforço, vamos tentando que caibam na bolsa.
Em frente ao microfone fomos ouvindo, ao longo do dia, diversas declarações de profissionais ao volante de táxis com conteúdo e tom diferentes umas das outras, a dar-nos mais um exemplo de como o ser humano se revela, enquanto indivíduo, diferente do outro seu semelhante em circunstâncias semelhantes e, mais curioso e fascinante ainda, se revela diferente de si próprio noutras circunstâncias. O que confirma que, de facto e como dizia pouco mais ou menos assim o Ortega y Gasset, o homem é ele próprio e a sua circunstância. A que eu acrescento, com outro nível mais coloquial pois, que a coerência é uma coisa tramada. E estou cada vez mais em crer que é, até, a coerência a nova virtude que a sociedade e cultura contemporâneas vão exigindo, ou pelo menos vão ponderando, já que são estas sociedade e cultura contemporâneas o onde e o quando todos vamos, felizmente, podendo ir dizendo quase tudo a quase toda a gente, submetendo-nos, consequentemente, a um muito maior escrutínio.
Mas voltando, para terminar, às contestações por uma legislação exigida por quem se sente ameaçado, presumo que mais pelos direitos que obtém do que pelos deveres a que é obrigado, ou não é assim? Eu cá quando me sinto ameaçada é porque acho que vou ser prejudicada nos meus benefícios e não nos meus malefícios, certo? Parece-me até que se há quem consiga ultrapassar situações incómodas sem ilegalidades, ou imoralidades (que é, ou devia ser, uma espécie de caminho coincidente do comportamento de cada um face ao legislado para todos), então é porque são um bom exemplo para melhorarmos as nossas próprias condições. Ou também não?
Bom, mas o Vergílio Ferreira também tem uma tirada muito interessante a propósito disto das leis e de quem elas servem. Diz então que: «As leis criam-se, como sabemos, segundo aquilo que nos interessa. Mas aquilo que nos interessa, como sabemos também, adianta-se sobre as leis. E então é preciso criar outras.» É só interesses, pelos vistos. De todos? Talvez. De alguns? Seguramente.
Até para a semana. 
Cláudia Sousa Pereira
                            ONTEM
Segunda, 02 Mai
Celebrou-se, ontem, o Dia do Trabalhador. Em Portugal, uma grande fatia das trabalhadoras e trabalhadores são precários. Não encontro melhor forma de celebrar este dia do que relembrar a importância da luta em torno dos direitos (ou melhor, da falta deles) destes trabalhadores e trabalhadoras.
A maior parte daqueles que passam recibos verdes tem direito a ter um contrato de trabalho. Trabalhadores e trabalhadoras que têm horário, funções definidas, uma hierarquia clara, mas que quando necessitam de qualquer protecção no trabalho são deixados ao abandono. Muitos empregadores usam e abusam dos falsos recibos verdes. Melhor dizendo, muitos empregadores usam e abusam destas pessoas. Estes patrões não podem ser compensados, mas punidos com multas pesadas e ver os benefícios públicos que têm cortados.
Estes falsos recibos verdes, como as falsas bolsas, os falsos estágios ou o falso voluntariado devem merecer uma inspeção forte da ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho – e todas as relações laborais devem ser reconhecidas como previstas na Lei. Para que tal seja possível a ACT deverá ter, naturalmente, cada vez mais meios para actuar.
Ainda assim, continuariam a existir trabalhadores a recibos verdes e ainda que, felizmente já esteja previsto que os descontos para a segurança social sejam feitos a partir do vencimento real, estes trabalhadores têm de ter uma melhor protecção no desemprego, na doença e no acompanhamento a filhos.
Enfim, para postos de trabalho permanentes têm de existir contratos de trabalho. Este é um direito dos trabalhadores e trabalhadoras e uma emergência para a economia do nosso país. A vergonha dos falsos recibos verdes, dos estágios abusivos, das falsas bolsas e voluntariado, assim como a vergonha dos contratos emprego-inserção tem de terminar quanto antes, para que um dia possamos todos e todas celebrar o 1º de Maio com dignidade.
Até para a semana!
Bruno Martins

domingo, 1 de maio de 2016

DESPORTO - RESULTADOS

                                                                                 FUTEBOL
                                                                                  INATEL
Campeonato Distrital – Fase Final
Alandroal United 2 – Machedense 0
Arcoense 2 – Graça do Divor 1
A vitória por 2 - 0 permite ao Alandroal disputar a final contra o Arcoense no próximo dia 07, no Campo Miguel Figueiredo Lérias, no Alandroal. 
                                               Distritais Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Escouralense 2 – Lusitano 5
Perolivense 2 – Portel 1
Monte Trigo 4 – Borbense 1
Sporting Viana 2 – Redondense 0
Lavre 1 – Canaviais 5
Oriola 0 – União de Montemor 2.
                                                                  CAMPEONATO DE PORTUGAL
 SUBIDA
Bf Castelo Branco 2 – Praiense 2
1º Dezembro 0 - Casa Pia 1
Cova da Piedade 2 – Angrense 1
União Leiria 3 – Moura 1.
.MANUTENçÃO
Pinhalnovense 3 – Barreirense 0
Atl. Reguengos 3 – Juventude 2
Louletano 1 – Almancilense 2
Lusitano V.R.S.A. 3 – Castrense 1.
Particular
Juniores Castelo Vide 3 - Amigos S. Brás dos Matos 1
                                                                                                    .

O BORDA D´ÁGUA NO MUNDO RURAL - A cargo do Tói da Dadinha

CONSELHOS DO TÓI  DA  DADINHA  A TODOS OS QUE SE INTERESSAM PELA AGRICULTURA E PECUÁRIA

Baseado no:

                         «MAIO QUE NÃO DER TROVOADA, NÃO DÁ COISA ESTIMADA»

 AGRICULTURA – HORTA – JARDINAGEM – ANIMAIS

AGRICULTURA – Lavre à volta das matas e limpe o melhor possível para evitar incêndios. Tratar e regar os batatais. Enxertar damasqueiros, amendoeiras, cidreiras e laranjeiras.
HORTA – No Crescente (dia 13), em local definitivo, semear e plantar abóboras, agrião, alface, beterraba, brócolos, cenoura, couves, espinafre, feijão, melancia, melão, nabo, pepino, pimentos, rabanete, repolho, etc. Colher alcachofras, espargos, ervilha, fava, cebola verde, plantar tomate e tratar o já plantado com caldas cúpricas; os batatais devem ser regados e tratados com as caldas. (Estes indicadores devem ser observados de acordo com as áreas destinadas a cada espécie e, muito importante, com as disponibilidades de água para rega)
JARDIM – Semear cravos, manjericos (vem aí o Santo António), trepadeiras e plantas anuais. Colher flores para semente.
ANIMAIS – Também no Crescente (dia 13) deve-se castrar o gado, tosquiar as ovelhas; procria de cabras e coelhos.
RECOMENDAÇÃOO uso de herbicidas e de outros produtos químicos, potencialmente cancerígenos, deve ser rigorosamente acautelado. Para o Bem do Homem e da Terra.
 Despeço-me com amizade


 Tói da Dadinha
30.04.2016



                                                        SORRIA
                          PORQUE HOJE É DOMINGO … E 1º DE MAIO

               E TAMBÉM “DIA DA MÃE” – E HÁ MÃES E MÃES!