quarta-feira, 29 de abril de 2015


                          REGRESSAMOS DOMINGO

DUQUES & CENAS - J.L.N.

                          PET? What for?
Andam para aí uns exames que me causam alguma espécie. Não me parece muito lógico que alunos da disciplina de Inglês das escolas de Portugal se submetam a um exame para aferir do seu grau de competência Oral e Escrito naquela língua. Sinto que tanto a empresa organizadora da coisa – o Instituto Cambridge – como o Estado português que se lhe associou estão a passar, deliberadamente, um atestado de incompetência aos professores de Inglês deste país e, isso, por muitas voltas que lhe dê, não consigo admitir. Mais: desde quando precisam os professores de Inglês de se submeter a uma prova, supervisionada pelo Instituto Cambridge, para atestar da sua competência para corrigir esses tais exames que me andam a causar espécie? Isto acontece no meu país, porque as instâncias que me são hierarquicamente superiores o fomentam e permitem. Cá para mim, há aqui qualquer história mal contada. Ou, então, estão todos a ficar completamente insanos.

Além do mais, não vejo utilidade num diploma a certificar essas competências, se os alunos, (sobretudo os de 9.º ano) ainda têm de passar mais algum tempo na escola até poderem aceder a um emprego ou à universidade, tornando-se aqui, de facto, importante sabermos o seu grau de proficiência… Até lá, os diplomas pagos pelos pais ficam fora de prazo e os bolsos, dos pais, ficam um bocadinho mais vazios. Gostava de reflectir sobre a posição dos sindicatos em relação a esta questão (se é que a têm) e, principalmente, saber qual é o papel da Associação Portuguesa de Professores de Inglês no meio de tudo isto. Em suma: quem é que anda a ganhar dinheiro à custa dos nossos alunos e porquê. Vamos continuar assim? Vamos? Ninguém é Charlie?

João Luís Nabo - Professor

In O Montemorense, Abril 2015





PROGRAMADO PARA O FIM-DE-SEMANA

Nota : "O lapso no programa das Festas em Honra Nossa Senhora da Conceição em Montes Juntos (Já retirado e substituído pelo presente) é da responsabilidade desta comissão e em meu nome "Arlindo Diaz" assumo na integra o dito erro, não querendo causar donos a quem muito nos tem ajudado a organizar as festas em menos de 10 dias, e, muito se fez. O profissional que elaborou e imprimiu o programa em nada tem a ver com o exposto no mesmo nem as entidades que nos ajudaram.
Contamos com a sua visita nas festas...
cordiais saudações"






DESPORTO PARA O FIM-DE-SEMANA

                                    
               


                                                             FUTEBOL
Inatel
Campeonato Distrital – Fase final – 2ª mão
Alandroal United – Graça Divor
Foros Fonte Seca – Sabugueiro

Taça Amizade – Fase Final
Afeiteira – Mouranense
S. Bento Ameixial - Bairrense

Taça Distrito de Évora
Meias-finais
Viana – Estremoz
Juventude – Redondo.

1ª Divisão
Canaviais B – Vendas Novas
S. Romão – Montoito
Giesteira – Aguiar.

 Benjamins
Vedeta Amarela – Terena


Nacional de Séniores

Manutenção /Série G
Fabril – Cova da Piedade
União – Pinalnovense
Loures – Malveira
Sintrense – Sacavenense.

Série H
Ferreiras – Moura
Reguengos – Angrense
Lusitano Vila Real – Aljustrelense
Quarteira – Praiense.



                                                             FUTSAL
2ª Divisão – 2ª fase – Manutenção
Albufeira - União





CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM


Quarta, 29 Abril 2015
A semana que findou foi pródiga em acontecimentos políticos. Iniciou com a apresentação pelo Partido Socialista do relatório para a Década que aqui tive a oportunidade de comentar na última crónica.
Depois foi a polémica em torno do projeto de Lei que em princípio procederá à revisão do regime jurídico da cobertura eleitoral e acabando no domingo último, com o anúncio do Partido Social Democrata e do Centro Democrático Social, do acordo de coligação para as próximas eleições legislativas.
Embora tenha escrito na semana passada sobre relatório para a década encomendado pelo PS, todavia, acrescento que secundo e apoio a iniciativa do PSD, que, através de carta dirigida ao PS, aí levanta vinte nove questões que, do meu ponto de vista, devem ser esclarecidas a bem do interesse comum. Pelas respostas, porventura, possamos perceber melhor qual o real impacto das medidas preconizadas, nas contas públicas. Défice e dívida.
Por outro lado, acho muito importante para o esclarecimento dos eleitores portugueses, que, entidades imparciais como a UTAO, unidade técnica de acompanhamento do orçamento, possam vir a pronunciar-se sobre as consequências que tais propostas possam vir a ter na vida dos portugueses, a médio e longo prazo. Só a título de exemplo, por sinal, muito mau exemplo, no ano de 2009 o governo de então, procedeu a aumentos dos salários da função pública, que passados dois anos veio a cortar.
Relativamente, à iniciativa legislativa levada a cabo pelo PSD, CDS e PS, a despeito da cobertura das eleições legislativas. Independentemente, das razões que deram origem a esta iniciativa, só o facto de existir a possibilidade de ser restringida a liberdade editorial dos órgãos de comunicação social que pretendam fazer a cobertura das eleições, que, tanto quanto julgo saber, essa possibilidade estava prevista, ainda que indirectamente, através de uma comissão a constituir para o efeito, para que eu repudie tal iniciativa legislativa. Um regime democrático só ganhará densidade e só se desenvolverá com a existência de uma comunicação social livre e isenta. Estou certo que disso poucos o duvidarão. Contudo, também não posso deixar de reconhecer que existem grupos de comunicação social mais independentes do que outros.
Por último, referir-me, então, ao anúncio do acordo de coligação para as próximas eleições legislativas firmado entre os dois partidos que sustentam o actual governo. Sou, de resto, da opinião que foi o culminar natural face às actuais circunstâncias politicas. O Partido Social-Democrata e o CDS/PP, estiveram e estão juntos, ainda que por vezes com algumas dificuldades e diferenças, na condução politica que colocou o país no caminho da credibilização externa e do crescimento. Por isso, pouco ou nada os aconselharia a apresentarem-se separados ao eleitorado nas próximas eleições legislativas.

José Policarpo

PÁGINA DEDICADA À TAUROMAQUIA

                                   PRÓXIMAS CORRIDAS
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terça-feira, 28 de abril de 2015

BOA NOTÍCIA PARA QUEM VIAJA NO CONCELHO DO ALANDROAL

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE PELA RÁDIO DIANA/FM


Terça, 28 Abril 2015
Hesitei em considerar bué um estrangeirismo. Nem o meu corrector automático que me aponta a vermelho a grafia pré-Acordo o considera um erro, apenas uma informalidade. E até porque é utilizado, quase de forma corrente, pela geração dos meus filhos e, de vez em quando nesta matéria de nos pormos à medida deles para melhor comunicarmos, também lá o vamos usando.
Não é palavrão, é curto e expressivo, e é naturalmente humano deixarmo-nos fascinar por estas “modernices”. Mas não me tento a considerá-lo estrangeirismo sobretudo porque nos chegou com a lusofonia, e estas contaminações, ainda para mais com peso histórico e social, só enriquecem uma língua. Acrescenta-lhe valor, já que não deixamos de usar os sinónimos existentes. É verdade que às vezes se tornam “bengalas” do discurso um pouco irritantes, mas isso há muito que as há com os mais pomposos “portantos” e “efectivamentes”, normalmente reveladores de pouco à-vontade no discurso oral, mais do que sintoma de pobreza lexical.
Bué, mesmo com este ar de interjeição, pode ser um advérbio ou um pronome que talvez tenha tido origem no quimbundo, um idioma angolano. De uso informal, significa o que se faz em grande ou intensa quantidade e qualidade, como na frase «andámos bué». Quando pronome até por vezes se lhe acrescenta a contracção da preposição “de” com o artigo feminino “a”, mesmo quando se lhe segue um substantivo masculino, como por exemplo em «estava bué da povo na praça». Há quem, inclusivamente, arrisque que esta fórmula é aparentada com o “beaucoup de” francês. Curiosa é também a apropriação que a língua portuguesa de Portugal vai fazendo do bué, arranjando-lhe plural, por exemplo, ou versões “torcidinhas” como o “buerére”.
Por tudo isto, mas não só, o bué desta crónica é um voto de hospitalidade aos que, vindos de fora e de longe, se integraram no nosso país, contra ventos e marés que foram encontrando sobretudo quando com o 25 de Abril, foram chegando das ex-colónias. Essas adversidades não existem só agora ou apenas nesse Mare Nostrum a que hoje chamamos Mediterrâneo, mas já em terra firme e entrados no sistema nacional e europeu. Aliás, até dentro do país os que mudam de terra são os que “não são de cá”, nem ao fim de várias décadas.
O multiculturalismo é uma realidade em construção há alguns séculos, que evoluiu civilizacionalmente, mas que é importante acompanhar. Certas palavras e expressões reflectem alguns modos de vida e de pensar, e podem inquietar mentes, no bom e mau sentido que inquietar pode ter. Abrir mentalidades, sobretudo no seu formato multicolor, só é possível quando haja uma predisposição para tal. É muito mais complexo do que abrir fronteiras (estaremos todos disponíveis para os receber e partilhar com eles os empregos, os hospitais, as salas de aula?) ou enviar tropas para tentar repor um modelo de vida nesses lugares de onde fogem (estaremos todos disponíveis para ir ou ver os nossos filhos partir para a guerra lá longe?) intrometendo-nos em terreno alheio. É certo que nada disto justifica que se ignorem os acontecimentos e que não se predisponha o resto do mundo – julgo que a escala é mesmo a global – a procurar soluções. Mas não se transforme o nosso choque em tresleitura de uma realidade que não é de leitura nem interpretação fácil. Comecemos pelo exercício de aceitar o bué, por exemplo.
Cláudia Sousa Pereira


MEMÓRIAS CURTAS - Rubrica mensal de Vitor Guita

Abril frio e molhado enche o celeiro e farta o gado.
Em Abril, águas mil.

Milhentos são os ditados populares a propósito do quarto mês do nosso calendário. São também plurais as explicações para a origem da palavra Abril. Para uns, tem raiz latina; para outros, o nome provem do grego. Seja como for tudo aponta para a ideia de fecundidade, do desabrochar das flores, do despertar da natureza.
Estas e outras reflexões foram-nos assaltando o espírito, enquanto viajávamos estrada fora,, a caminho do Ciborro, conquistados pelo delicioso borrego que se come naquelas paragens.
Ao atravessarmos o Cortiço, a atenção desviou-se, durante brevíssimos instantes, para os hortejos à beira da estrada. Logo a seguir, o olhar espraiou-se pela planura de Benalfange, onde existiu, em tempos, um campo de aviação.
Depois das curvas da Repoula, a passagem por S. Geraldo fez saltar cá para fora um rol de lembranças. Tentamos identificar antigos lugares de comércio, que eram popularmente conhecidos por Venda do Cacilhas e venda do Chico Russo.
Também o belo campanário da Igreja caiada de branco e azul foi pretexto para recordarmos a Festada Santíssima Trindade, que tinha lugar na estação primaveril. Os festejos constavam de alvorada, chegada dos músicos, recolha e venda de fogaças e, como não podia deixar de ser, a tradicional Missa. A tarde era habitualmente preenchida com torneio de tiro aos pratos, concerto, cavalhadas e, a terminar, um animado baile. Um dia inteiro de festa!
A bênção do gado era um dos momentos mais aguardados deste dia festivo, que o tornava diferente de muitos outros. Num estrado improvisado, o Sr. Prior benzia rebanhos de vacas, cabras, ovelhas, porcos, também alguns equinos, que desfilavam por entre longas filas de gente. Uma verdadeira manga humana.
Os lavradores faziam questão de apresentar o gado bem tratado, lustroso. Alguns animais transportavam ao pescoço vistosos chocalhos e outros tipos de ornamentos. Acontecia por vezes instalar-se a confusão. Os bovinos, apertados entre cordões de gente, irrompiam em correria desordenada, de tal modo que o Sr. Padre mal tinha tempo de benzer e aspergir a água benta sobre os animais. Também as obstinadas ovelhas decidiam fazer das suas, começando a andar às voltas no meio daquele ambiente estranho. O rodopio só terminava quando o pastor agarrava na ovelha cabresteira, que arrastava consigo todo o rebanho.
Entrámos por fim no Ciborro. Eram horas de almoço. Em vez de nos deixarmos dominar, de imediato, pela gula do borrego, passámos em revista alguns lugares associados a lembranças da adolescência e da juventude. Umas mais marcantes que outras, mas todas fazendo parte do imenso e labiríntico edifício da memória.
De súbito, veio-nos a recordação de umas esplendidas botas caneleiras que tivemos, talhadas pelas mãos do mestre António Bento. Sonhos da juventude! Vestir um casaco cortado pelo distinto alfaiate de Montemor, Joaquim Marques, e calçar umas botas com o toque inconfundível do mestre Bento do Ciborro!


 Mais do que apego aos bens terrenos ou outra qualquer venialidade, era a sensação de pudermos usufruir de autênticas obras de arte.
A recordação do mestre sapateiro teria ficado por ali, se não fosse a conversa que tivemos, posteriormente, com seu filho e nosso velho amigo Carlos Bento. O interesse cresceu à medida que o diálogo foi decorrendo e fomos conhecendo outras facetas daquele ilustre ciborrense.
Disse-nos o Carlos que sempre ouviu dizer, lá em casa, que os seus antepassados vieram de Valada, zona de Nisa, muito provavelmente nos finais do sec. XIX. O avô José Bento teria sido mesmo um dos primeiros homens a vir para aqui, numa fase em que os Condes de Valenças decidiram avançar com o aforamento e venda de terrenos.
Recorde-se que a aldeia do Ciborro começou a nascer por volta de 1900.
O pai, António Bento, já nasceu no povoado, tendo passado algum tempo em Nisa, ainda muito novo, onde aprendeu o ofício que o tornou famoso.
Instalado definitivamente no Ciborro, onde montou negócio e constituiu família, o sapateiro exerceu a sua actividade em diferentes lugares da aldeia, A loja/oficina fixar-se-ia, por longos anos, na avenida nacional, já na saída para Mora.
A actividade era muito diversificada. Ora vejamos: sapataria e fabrico de calçado manual; ferragens e drogaria; quinquilharia, camisaria e chapelaria. Como se isto não bastasse, António Bento cortava e fornecia vidros para a construção civil e foi agente de companhias de seguros. Alem disso, os médicos incumbiam-no de fazer as vezes de enfermeiro, dando injecções; aplicando pensos e outros cuidados de saúde.
No seu espaço de trabalho, o conhecido sapateiro tinha um balcão alto, onde cortava as peles escolhidas criteriosamente: calfe, vitela, ensebada, carneira… Viam-se também máquinas de cise calçado e uma mesa de trabalho, onde assentava e guardava as medidas dos clientes e outra papelada. Num dos lados, existia um armário com livros. Mestre Bento tinha grande paixão pela leitura. Sempre que havia oportunidade, fazia uma pausa no trabalho para ler livros e jornais. Batia-lhe gente à porta para vender grandes clássicos da literatura, e foi seguramente um dos frequentadores mais assíduos da Biblioteca itinerante da Gulbenkian. Recebia ainda diariamente, pelo correio, o jornal Republica. As notícias, como se pode depreender, eram atrasadas, o que não impedia de devorar o jornal sempre com a mesma avidez. Se achava um assunto considerado de especial interesse, lia-o em voz alta, muitas vezes à frente dos oficiais e ajudantes que laboravam na oficina, sentados em círculo. O local de trabalho transformava-se frequentemente em espaço de tertúlia. A instrução podia ser pouca, mas falava-se de desporto, de cantigas e cantores, por vezes de política, de tudo um pouco…
No tempo em que a luz electrica ainda não tinha chegado à aldeia, leitura e trabalho eram feitos à luz do petromax.
António Bento gostava de inovar, de aperfeiçoar. Nunca dizia que não a um cliente que queria um salto assim ou um cano de bota de outra maneira.
A fama do calçado fabricado na ficina do Bento do Ciborro ia passando de boca em boca. Vinham ali equitadors, cavaleiros tauromáquicos, os filhos da Condessa de Valenças. Apresentava-se gente de todo o lado. Faziam-se ali os mais diversos tipos de calçado: botas de montar, à inglesa, de elástico, as cobiçadas botas com salto de prateleira. Fabricavam-se também sapatos e botas de atanado, especialmente para quem andava na lida do campo. Produziam-se grandes quantidades deste calçado, algum dele enviado para Lavre, Pegões e outros destinos. O trabalho era muito. Não havia horários.
Na oficina, trabalhava um número considerável de oficiais e aprendizes de sapateiro, chegando a rondar a dezena. Eram eles que, depois de cortadas as peles, juntas as peças e escolhidas as formas pelo patrão, pregavam, coziam as viras, faziam o enchimento, batiam e punham as solas e realizava muitas outras tarefas até chegar ao acabamento. Também eles tinham a sua cota-parte na fama que a casa ganhou.
Já que falámos, atrás, da lida do campo, é bom dizer que, António Bento tinha grande apego à terra. Raro era o dia em que, antes de ir para a oficina, não passasse pelo foro, um terreno de cultivo de onde saíam os mais diversos produtos. Alturas havia em que o pessoal sapateiro ajudava nas tarefas do campo.
Guardámos para o fim dois ou três aspectos peculiares, que ajudam a retratar este dinâmico e prestigiado ciborrense. Em terra de acordeonistas e outros virtuosos músicos, António Bento tinha uma predilecção especial  pela música, nomeadamente como ouvinte de fado de Coimbra. O nosso amigo Carlos confessou-nos que ganhou esse mesmo gosto por influência do pai. Desde muito cedo, começou a ouvir falar do António Menano e de outros grandes intérpretes da canção coimbrã.
O teatro foi também uma das áreas da vivência cultural do Ciborro a que o mestre sapateiro se dedicou. Depois de Francisco Padrão e Agostinho Faca, foi a vez de António Bento liderar, durante algum tempo, o grupo cénico. A população do Ciborro assistia com entusiasmo ás representações teatrais. Pela aldeia, costumavam passar grupos intenerantes, mas do que os habitantes gostavam era de serem eles próprios actores das suas peças preferidas. No período liderado por António Bento e por Jerónimo Carapinha foram representadas peças de Ramada Curto e outras obras proibidas pela censura.
O gosto pela música e pelo teatro estava enraizado nas gentes do Ciborro. Outras gerações de amadores, particularmente no tempo de Anastácia Mestrinho Salgado, atingiram elevado nível, quer no âmbito do teatro quer no do folclore.
Não é possível em tão curto espaço, esgotar o que foi a actividade desta bela aldeia, nem tão pouco fazer aqui a sua história. Também não era esse o nosso objectivo. Procuramos, acima de tudo, fixar-nos na figura de mestre António Bento, o homem que fez as botas que mais nos encheram de orgulho.
Muito fica por dizer, mas é tempo de acabar,
Ah! Esquecemo-nos de um pormenor. O borrego estava uma delícia!
Até à próxima
Vitor Guita
Publicado in “Montemorense” Abril 2015 – transcrição autorizada pelo Autor

FESTEJAR O 1º DE MAIO


segunda-feira, 27 de abril de 2015

O CONCELHO DO ALANDROAL EM POESIA - Por Jerónimo Major

DIREITO À OPINIÃO

NOTA PRÉVIA:
Tendo em conta que o assunto abordado no “DIREITO À OPINIÃO” que se segue, assim como o divulgado na passada sexta-feira com o título “ÚLTIMA HORA” versa um assunto do foro pessoal, pese embora referente a factos praticados em funções de índole pública, motivo q.b. para que o mesmo seja divulgado…
Atendendo a que se trata de um assunto de certo melindre, e ainda sujeito a resolução final…
 Tal como o autor da opinião se identifica e o protagonista da questão é sobejamente conhecido, e possam, se assim o entenderem, replicar…
Entendeu por bem o responsável pela colocação de comentários não aceitar os enviados a coberto do anonimato.
Apenas serão aceites comentários devidamente identificadas e posteriormente confirmados, enviados directamente para o mail que consta na barra lateral à direita.

Administrador

A reacção do ex-presidente J.N é a normal, esperavel e banal nestas circunstâncias após ouvir a sentença condenatória. Que não será assim tão leve e impensada quanto poderá parecer à primeira vista a quem foi, entretanto,já condenado.
Assim como é normal e banal (no sentido histórico que este termo tem desde a Idade Média) ir recorrer da condenação dos tais 17 crimes de peculato. Não é nada de novo. Ou a que não estejamos crescentemente habituados no rectângulo.
Esta pratica tornou-se habitual em Portugal, até mais do que devia, num tempo em que muita gente anda a sacudir a água do capote.
O que seria original e democrático, era aceitar a sentença e pedir desculpa ao Alandroal e aos seus munícipes por mais um caso de criticável e duvidosa gestão de dinheiros públicos dos quais não tinha de dispor deles, sem o controle adequado dos órgãos competentes da Autarquia.
Os Tribunais em Portugal e no Redondo podem ser lentos, agora não se deve acreditar nem se pode aceitar que sejam total e indevidamente incompetentes no "julgamento justo" de casos destes. 
Que, infelizmente, se vêm multiplicando e têm uma palavra central a acompanhá-los que escuso de estar aqui relembrar. 
Quero mesmo crer, enquanto cidadão que, ao fim e ao cabo, tanto o Alandroal como os alandroalenses dispensam de bom grado ver-se nas bocas do mundo por julgamentos e situações destas. E onde muito provavelmente faltou "uma ética da responsabilidade" na governação local. Uma situação que nunca deveria ter acontecido. Nem tem de vir a repetir-se.
Neste sentido, acrescentaria, finalmente, que estou crente que o Tribunal tanto condenou como manteve certamente uma postura pedagógica. É essa, aliás, mais uma das suas funções sociais reconhecidas. 

Melhores saudações
Antonio Neves Berbem 

O CONCELHO DO ALANDROAL FESTEJOU O 25 DE ABRIL




fotos: facebook C.M.A.

domingo, 26 de abril de 2015

DEPOIS DE ABRIL

                                         Depois de Abril
                                                                     Sobrou o tempo, a espera, …
                                                         O cravo deposto debaixo do monumento
                                                        As línguas paradas, o pensar as palavras,
                                                                         O vento o sol a chuva,
                                            O mesmo povo cuidando melancólico de rosas e buganvílias
                                                      À espera que as trevas se transformem em luz
                                             A noite em dia, e a chuva em sol, não a que rega as buganvílias,
                                                       Mas a chuva de raios e troviscos, que revolta,
                                            A mesma gente, os mesmos genes de antes e depois de Abril,
                                                       Uns passeiam despreocupados vivendo à grande,
                                                  Mas o povo, o Zé, contando as moedas para pão e leite.
                                                                          Depois de Abril é assim,
                                                        O mesmo povo à espera de outra revolução.
Vítor Pisco
26/04/2015

DUQUES & CENAS - Rubrica de J.L.N.

O Papa Francisco continua a ser uma inspiração para a maioria dos membros da Igreja Católica e para todos os crentes e não crentes. Pensei em convidá-lo para vir almoçar cá em casa, no Domingo de Páscoa. 
É da tradição reunir os mais próximos à volta da mesa e passar este dia na conversa, petiscando e beberricando o que estiver mais à mão. Não sei se ele gostaria de favas com chouriço, mas havia sempre um plano B chamado omeleta ou febras grelhadas. Mas tenho a certeza do prazer que a minha família sentiria em estar com ele. E tenho a certeza do prazer que ele sentiria em estar com a minha família. Porque ele é vários num só e é muito mais que o líder moral de uma Igreja. Tem rosto de pai, de avô, de irmão mais velho, de professor, de amigo, de ser humano. Talvez, por isso, na minha mesa ele fosse apenas mais uma pessoa de família. Sei que seria o estatuto que mais lhe agradaria.
E sabes o que te digo, Francisco? Que a tua Igreja começa a respirar melhor. E tenho para mim que o Mundo vai começar, lentamente, a despertar, para o verdadeiro valor da vida.
João Luís Nabo

In Montemorense – Abril 2015

DESPORTO NO FIM-DE-SEMANA - RESULTADOS

FUTEBOL
A-F- E-
Divisão de Elite – Subida
Viana 2 – Lusitano 2
Perolivas 1 – Redondo 1
Juventude 4 – Escoural 3.
Manutenção/ Subida
Oriola 0 – Lavre 1
Calipolense 0 – Monte Trigo 2
Borba 4 – Cabrela 0.
Divisão de Honra – Subida
Arraiolos 1 – Estremoz 1
Canaviais 2  – Alcáçovas 1
Portel 2 – Outeiro 1.
1ª Divisão
Vendas Novas 6 – Juventude B 0
Montoito – Canaviais B
Aguiar 1 – S. Romão 1.
Benjamins
Terena 1 – Juventude B  1
F-P-F-
Nacional de Seniores – Fase Manutenção
Série G
Malveira 0  – Sintrense 3
Cova da Piedade 1 – União Montemor 2
Pinhalnovense 0  – Loures 1
Sacavenense 1 – Fabril 0.
Série H
Moura  1 – Reguengos 1
Angrense  2 – Lusitano V.R.S.A. - 1
Aljustrel 2 – Quarteira 1
Praiense 2 – Ferreiras 2.
FUTSAL
2ª Divisão - Manutenção
União Montemor 6 – Fonsecas e Calçada 3



PORQUE HOJE É DOMINGO