sexta-feira, 23 de junho de 2017

E AGORA ... COM ARQUINHO E BALÃO VAMOS ATÉ AO S. JOÃO


SUGESTÕES AL TEJO



Alandroal 23 Junho 21,30H






A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM TEM ASSINATURA DE RUI MENDES

                             OS FALSOS DESCENTRALIZADORES
Esta crónica surge na sequência da relocalização da Agência Europeia de Medicamentos, a qual irá sair do Reino Unido devido ao Brexit.
Em Portugal já se encontram sediadas duas agências europeias: a Agência Europeia da Segurança Marítima e o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, ambas com a sua sede em Lisboa.
Por não ser a razão desta crónica não iremos neste espaço comentar a decisão de candidatar Portugal para acolher mais uma Agência.
Contudo, os argumentos utilizados na candidatura para a defesa da localização em Lisboa mostram, desde logo, uma determinação centralizadora que não deixa de nos preocupar.
Lisboa, desde logo por ser a capital do país, reunirá um conjunto de condições, desde a sua localização geográfica, à capacidade hoteleira, à rede de transportes, às infra-estruturas, por nela estarem sediadas um importante conjunto de organismos e universidades, que a colocam com o perfil de cidade europeia e internacional, e que lhe dão forte competitividade, inclusive em sede de candidatura para a nova sede da Agência Europeia de Medicamentos.
Este tipo de argumentação será válido para este caso e para tantos outros. Parece que em Portugal não existem mais opções senão Lisboa e, em alternativa, o Porto. Todo o restante território caiu em esquecimento, parece não existir.
Aliás, existe no discurso político, porque nesse contexto é algo que é bem recebido.
O país terá certamente tantas outras soluções válidas e consistentes que poderiam ter dado corpo a uma candidatura desta natureza, e com um impacto na valorização do território bem maior do que ficando a Agência em Lisboa, e permitindo que territórios fora das áreas metropolitanas possam ganhar maior competitividade territorial, criando-se um país com maiores equilíbrios.
A visão do território deve ser global, e não se consegue entende aqueles que sistematicamente persistem em agravar as diferenças, seja de uma forma deliberada ou não.
Mas o que mais preocupa é que este é apenas um episódio de um filme que vamos continuar a assistir, porque a prática é centralizadora, ainda que o discurso possa não o ser.
Até para a semana
Rui Mendes



DESPORTO


DIVULGAÇÃO - LITURGIA


quinta-feira, 22 de junho de 2017

COISAS DA MUSICA

Zé Carvalho, amigo de longa data, e com conhecimento profundo dos meandros  DA MÚSICA além de intérprete e musico consagrado, acedeu ao nosso pedido e esporadicamente irá aqui desvendar algumas coisas curiosas sobre o assunto, EM PESQUISAS QUE VAI LEVANDO A CABO.
            Em Portugal também temos ARTISTAS destes.
Uma vergonha, uma coisa é fazer assumidamente uma versão, outra é dizer que as musicas e letras são originais e tentar enganar as pessoas com as obras de terceiros, Tony Carreira é sem dúvida um especialista. Vejam, e cada um que tire as suas conclusões.


Pesquisa: Zé Carvalho

ORIGINAL MANEIRA DE ASSINALAR O FINAL DO ANO LECTIVO NO AGRUPAMENTO ESCOLAS DIOGO LOPES SEQUEIRA - ALANDROAL





Fotos abusivamente "pilhadas" do face Tomé Laranjinho - Director do Agrupamento

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM É DE EDUARDO LUCIANO


EDUARDO LUCIANO
                      TRAGÉDIA NA TRAGÉDIA
É difícil não dizer nada sobre o incêndio que assolou parte significativa do distrito de Leiria sem usar os adjectivos que vimos escorrer pelos écrans de televisão e pelos monitores dos computadores.
De repente todo o país, em particular o país sentado, comoveu-se, indignou-se e tornou-se especialista em combate a incêndios, ordenamento do território, plataformas de comunicação, políticas florestais e, obviamente, em métodos avançados de fazer justiça ou prevenir incêndios, misturando as duas artes quando se apela a que sejam os reclusos ou os beneficiários do rendimento mínimo a limpar as matas.
No meio de tanto especialista do “se fosse eu a mandar”, as vítimas mortais e as que sobreviveram perdendo tudo, excepto a vida, funcionaram para estes “cientistas” apenas como o deflagrador da genialidade que esconderam durante a sua vida.
Claro que devemos procurar responsabilidades, obviamente que devemos ir ao passado para perceber de quem foram as decisões políticas que permitiram o abandono das florestas, o esvaziar de vida do interior, o centralismo exacerbado e a litoralização do país.
Também me parece óbvio que devamos procurar saber quem ao longo dos tempos fez propostas de sentido contrário, quem alertou para as consequências de políticas que ignoram a necessidade de coesão territorial.
Tudo isso é natural e faz sentido. O que não faz sentido é que se utilizem as vítimas como legendas de erros e opções políticas erradas. O que não faz sentido é que enquanto alguns choram a perda da vida dos seus mais próximos, os abutres que se alimentam da desgraça alheia se orgulhem de terem vendido mais jornais do que a concorrência, na cobertura do drama.
Nas redes ditas sociais, as caixas de comentários e as publicações reflectem as razões pelas quais o telelixo tem o sucesso comercial que afirma ter. Existem para alimentar a chusma de “indignados”, de gente que usa a palavra “vergonha” sem saber o que significa, que acusa tudo e todos de tudo, que se afirmam como o único cidadão honesto à face da terra, que têm resposta para tudo embora nunca tenham respondido a nada.
Dizem-me que poderá ser uma forma de sublimar a dor solidária que sentem e que isso os ajuda a sentirem-se melhor perante as imagens de morte e destruição que as televisões insistem em mostrar.
Talvez seja. Mas se for, então trata-se de um acto de autocomiseração e terá muito pouco do altruísmo que pretendem demonstrar.
Curiosamente o comportamento das vítimas que sobreviveram e que sofrem na pele com o fim de vidas de familiares, vizinhos e amigos, pautou-se por uma quase serenidade nos relatos que fui ouvindo.
Para estes vai a minha solidariedade. São eles os que importam. Não os que a quilómetros de distância usam as imagens que provocaram a sua dor, para se “indignarem” e com isso poderem ficar cheios de razão por alguns dias.
Já agora, e de passagem, deixem de atirar pedras a jornalistas que inventam quedas de avião, que quase entrevistam cadáveres e que fazem intervenções que rivalizam com os melhores relatadores de jogos de futebol. Sabem porque é que se comportam assim? Porque vocês, os “puros”, estão nesse preciso momento a olhar para eles.
Até para a semana


DIVULGAÇÃO



AS MEMÓRIAS DO HELDER

         Ainda na sequência da recordação (homenagem ao tio Zé Godinho)

                                                                A vida na casa
Esta casa encerra algumas tradições, que começaram a cair em desuso como as matanças, a criação de perus, a venda de ovos e a criação de frangos.
Lá estava a grande chaminé à direita da entrada da casa, para corar a carne e à esquerda o poial dos cântaros de barro, do Redondo ou da aldeia de Mato, com água sempre fresca do poço ou da nora. Esta nunca secava e por meio de um canal feito de tijolo burro alimentava um tanque, que por sua vez servia de reservatório para rega da horta.
Nunca mais esquecerei aqueles figos, abebera real, nem as passas que a esposa do tio Zé, a tia Gertrudes Pateira fazia dos figos.
 As conversas com o Zé Godinho.
Numa tarde em que o visitei, vindos da horta, passámos à eira, quadrado cimentado tendo no rebordo pedras da região, semelhantes às da construção da casa e vendo ainda os cachos, não de uva mas de favas, perguntei-lhe quantas sementes tinham dado.
- Catorze sementes e no trigo quinze - disse o tio Zé.   
- Boa colheita - respondi.
- Boa, muito boa mesmo - retorquiu o tio Zé com um entusiasmo que até aí, não lhe conhecia. Um contentamento gratificante de quem vê recompensado o seu trabalho pela natureza, que o tio Zé também fazia parte.
As conversas que tínhamos no Verão, à sombra da casa ou da mimosa que lhe estava em frente ou de Inverno ao lume não se afastavam muito dos trabalhos agrícolas.
Uma noite de frio inverno, à chaminé, frente ao lume onde se assavam umas bolotas, um apetecível magusto, o tio Zé Godinho foi buscar a harmónica de beiços, que ele tocava maravilhosamente, e como eu um dia lhe tinha feitos uns versos que não acreditou que fosse eu, no meio da música, veio-me à ideia este verso:

Um dia por meu azar
Fiz uns versos ao Zé Godinho
Ele não quis acreditar
Que fiz os versos sozinho.
                                                                                                                                
Também não acreditou, dizendo que o ouvira nalgum lado.
Além de tudo isto que tenho vindo a relatar e que faz a minha admiração por este homem é a habilidosa maneira como ele fazia os cigarros. Duma onça de tabaco superior tirava um pouco de tabaco, molhava os dedos e a mortalha de papel com saliva e enrolava o cigarro com uma rapidez e perfeição, que me impressionou até hoje o recordar.
Fora um excelente cavaleiro e concorria com o seu cavalo vermelho às cavalhadas, jogos que consistiam em ir galopando, a partir de uma meta e em corrida partir uma panela de barro, cujo prémio estava dentro da panela. Por vezes as panelas estavam cheias de farinha, que caia em cima do cavaleiro, muito embora houvesse prémios que se componham de chouriços e frangos. O nosso homem ganhou muitos prémios.    
Como já disse o tio Zé Godinho não vive no Monte, vive na sua casa em Terena, mas as nossas conversas continuam, como continua a sua descrença nos meus versos, em contrapartida fica muito admirado com o que escrevo em prosa.
Teimoso o homem? Não, por favor não pensem assim, porque quando ele diz que não sou eu que faço os versos, eu confirmo e digo que quem os faz é o Hélder e depois de uma pausa de silêncio interrogativo, surgem sorrisos de confiança mútua.
Com esta negação, julgo eu, pretende que lhe vá levando o que escrevo, tendo assim uma distracção de que tanto necessita pelo estado em que se encontra.   
Como ele delirou com o Bota cá Licença que o fez, por momentos, regressar à sua juventude. O seu contentamento foi tanto que até tocou uma pecita, na sua velha harmónica.
 Os noventa anos do Zé Godinho.
Quando fez noventa anos, hoje tem noventa e um, fiz-lhe umas quadras, que foram, devido à emoção e às lágrimas, a excepção à regra da descrença.
 Amigo
 Na frase que a seguir te digo
Dou-te os meus parabéns
Estou feliz por estar contigo
Noventa anos já tens

Quantas festas e arrais
Na vida terás passado
Com alegria e ais
Sem nunca te mostrares cansado

Desta vida deste mundo
Da terra que Tu tiveste
Nesse cantinho profundo
Um exemplo Tu me deste

Com todo o gosto eu segui
Por seres um Homem honrado
E por hoje estou aqui
Como ontem estive a teu lado.

E são noventa, noventa
Tantos dias, tantas horas
Vê lá se Te aguentas
Pois não quero que chores agora
Que própria não é o dia
Mas se Te escapar uma lágrima
Que ela seja de alegria. 

Já disse que o tio Zé está preso, qual pássaro livre agora engaiolado, a um aparelho de oxigénio, como está ávido de ter visitas e de distrair, por isso visitando-o lhe levo alguma prosa e versos.
Levei-lhe o texto Um dia com o Zé Borrão, mais uma vez se comoveu.
Da última vez que o visitei falámos em poesia, na subtileza que o autor se serve para chamar ou dizer, por palavras diferentes a realidade das coisas.
Não acreditou que em poesia, uma rosa, pode ser uma flor ou uma mulher.
- Uma flor é uma flor, uma mulher é uma mulher e uma rosa é uma rosa, - disse peremptoriamente.
- Oh tio Zé, uma flor é uma rosa e Rosa é nome de mulher, então porque é que mulher não pode ser flor? - riu-se dizendo - Lá está vossemecê a atrofiar-me, - fazendo-me rir também.
Dessa discussão nasceu, especialmente para o tio Zé Godinho, este versos.

ROSEIRA BRAVA 

Colhi da roseira brava
Uma flor de jasmim
Toa bonita, tão cheirosa
Perfumada só para mim
O seu cheio me inebriava
E a dançar cantava assim

Sou a rosa bem formosa
Criada sem ter jardim
Bonita sem ser vaidosa
Deixa-me ficar assim”

Olhei para a Rosa e fiquei
Preso naquela visão
Quis cantar então chorei
Apertou-me o coração

“Sê livre, flor, sê livre
Eu vou deixar-te voar
Da liberdade que não tive
Eu não te devo privar
                                                                                                                                   
E a flor me perfumou
A palma da minha mão
Comigo também dançou
Contente por lhe dar razão

Quem és tu Roseira Brava
Perguntei-lhe impressionado

Sou mulher, Rosa encantada
Cumpro contigo o meu fado
Do pouco que foi sou nada
Do muito que dantes era
Sou flor de Primavera

E eu fiquei a pensar
Meditando neste encanto
Flor e mulher vida dão
Não as quero no meu pranto
Nem dentro do meu caixão
Uma Rosa é para amar
E só me resta chamar
Florbela, Conceição

- Essa aí da Florbela Conceição..., mas diga lá a verdade não foi Você que fez os versos - e lá veio o tal sorriso.
 O tio Zé Godinho está preso, não por fazer mal a alguém, nem por cometer algum crime, está preso porque o destino assim o decretou.
É nestas alturas que Deus ou o Além, o Divino ou a Previdência, põem à prova a capacidade de resistência de ânimo das pessoas. Zé Godinho, embora por vezes as lágrimas lhe avermelhem os olhos, não desanimou e continua a contar-me as facetas mais interessantes da sua vida, da ruralidade em que sempre viveu, das suas sementeiras e colheitas, 
do mistério que encerra o romper da aurora e o pôr do Sol, acrescido pelas maravilhosas melodias do chegar dos animais ao redil, do miar do gato e do ladrar do cão, de tudo isto em que o tio Zé Godinho foi um excelente interprete, tudo isto encerra o seu Monte, tudo isto simboliza aquela Casa, uma casa no meu Concelho, uma Casa no Alandroal.
Assim eu continue por muito mais tempo a ouvir as negações do tio Zé Godinho.

Hélder Salgado
17Novembro2011




IMPRENSA DA REGIÃO - HOJE


quarta-feira, 21 de junho de 2017

DIVULGAÇÃO - FESTIVAL DO ENDOVÉLICO

                    PROGRAMAÇÃO COMPLETA

OBS: A CONFRARIA DOS CHICHAROS IRÁ MARCAR PRESENÇA DIAS 7 E 14

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM É DE JOSÉ POLICARPO

                                                     BASTA!
O incêndio de Pedrogão Grande traz-me à memória outros acontecimentos que marcaram dramaticamente a nossa memória coletiva, como são os exemplos do desastre ferroviário de Moimenta – Alcafache, o incêndio do chiado, as chuvadas e o grande incêndio ocorridos na Madeira. Recuso-me, porém, a individualizar as causas porque isso é matéria para os especialistas, mas há uma consequência que não quero omitir que, são naturalmente, as famílias enlutadas e que aqui deixo o meu sentido pesar.
Nos pós-desastres assistimos ao acostumado correpio dos representantes das variadíssimas entidades, públicas e privadas junto dos órgãos de comunicação-social. A maior parte destes protagonistas refugia-se nas causas naturais para explicar a origem das catástrofes. Porém, nem todos andamos distraídos…
Talvez, por isso, é que nenhum alvitra a mais ténue possibilidade de assunção de culpa no sentido jurídico do conceito. Afirmam que fizeram tudo aquilo, que, estavam obrigados, a fazer. Mas, então, as coisas são como são… Os mesmos lamentam as mortes e afirmam que tudo estava organizado para prevenir o desastre, só que acontecimentos absolutamente imprevistos fintaram tudo e todos.
Ora, fica no ar a ideia de que a “ mãe natureza” por vezes é muito ingrata com os nossos responsáveis, políticos e não políticos. Porque nos países do sul da europa, com climas idênticos ao nosso, no caso dos incêndios florestais, comparativamente o número de ignições é muito inferior. Há, todavia, uma pergunta que dever-se-á colocar: Será que nesses países existem politicas de ordenamento do território que defendem melhor a área de floresta e, consequentemente, as pessoas e os respetivos territórios? Deixo a resposta para quem esteja obrigado a respondê-la.
Isto dito, na minha modesta opinião, a catástrofe de Pedrogão Grande terá que ser avaliada de forma objetiva e independente. E, para futuro, pelo menos, deverão ser criados mecanismos que obstaculizem, porque são factos, não são opiniões, a existência de floresta junto das estradas e das casas. É, pois, absolutamente, inaceitável que se permita que pessoas vivam, lado a lado, de verdadeiros “arsenais de guerra”. Como, também, deverão ser criados meios de sensibilização das comunidades, através das câmaras municipais e das juntas de freguesia, no sentido de que os alertas meteorológicos sejam integralmente respeitados. Se o alerta é vermelho, é para ficarem em casa. Porque se o risco é elevado, não deverá ser aumentando por atitudes pouco pensadas.

José Policarpo

EI-LOS – CHEGARAM OS CORVOS A BORBA

OS GAROTOS CORVOS (THE RAVEN CYCLE) É UMA SÉRIE DE FANTASIAS URBANAS DA AUTORIA DE MAGGIE STIEFVATER.

ORGULHO DE SER ALENTEJANO

Pela mão do Festival Terras sem Sombra, o pão, o queijo e o vinho alentejanos vão ser os protagonistas, a 22 de Junho, na Escuela de Artes, em Madrid, num dia consagrado ao Alentejo de um dos principais encontros de chefs, críticos e líderes da opinião gastronómica de Espanha.


Responsáveis da Comissão Europeia elogiaram a aplicação dos fundos comunitários no Alentejo. Após a 8.ª reunião da Comissão de Acompanhamento do Alentejo 2020, a comitiva conheceu projetos financiados pelo programa operacional regional, como o Alqueva e a Embraer.

terça-feira, 20 de junho de 2017

VIDA AUTARQUICA - ALANDROAL

                                 CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA MUNICIPAL




A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

          SILÊNCIO PELOS QUE FORAM VÍTIMAS DO TERROR DO FOGO
Cláudia Sousa Pereira

CONTEM SEMPRE CONOSCO ...


Tiago Salgueiro Relata-nos trechos da história de Vila Viçosa

                    A LENDA DA PORTA DO MONGE
Dizem os Calipolenses mais antigos que, para as bandas da Quinta de São Vicente, zona atualmente conhecida por Folharasca de Baixo, ficava a Porta do Monge, que dava acesso, pelos muros da Tapada Real, à Ermida de Santo Eustáquio (edifício situado no topo da colina, visível nas fotografias).
Recordo que o muro de taipa que envolve a Tapada foi construído pelo Duque D. Jaime (4º Duque de Bragança), logo na primeira metade do século XVI. Desde esse período que se criaram aqui gamos, veados, javalis, lobos e raposas… A Ermida de Santo Eustáquio foi construída num local bucólico do couto de caça dos Braganças, anos mais tarde, entre 1625 e 1626, pelo Duque D. Teodósio II. Diz-se que, antes disso, aqui se encontrava uma velha atalaia ou um antigo minarete árabe. Seja como for, a paisagem é deslumbrante. Seria por aqui feito o caminho pelos monges eremitas que circulavam entre a Tapada e a Ermida de Nossa Senhora do Paraíso, onde pernoitavam nas célebres covas, nos séculos XVI e XVII. Este acesso foi entaipado em data incerta. Apenas ficou o pórtico de mármore como memória desses tempos distantes…
A Porta do Monge seria mais um acesso à Tapada de Vila Viçosa, para além das seis entradas ainda hoje existentes na vasta extensão de 18 km de muro: A Porta de São Bento (a principal, a ocidente), a Porta de Santa Bárbara ou Porta Velha, a Porta de Mercandela (ambas a noroeste), a Porta de Santo António (a oriente), a Porta do Ferro (a sul) e a Porta da Albufeira, no extremo oposto à primeira e de saída para a estrada nacional Borba-Elvas.
Agradeço as informações prestadas pelos Srs. Joaquim Jorge e Mário Valério, que me deram todas as indicações para chegar ao local.

 Tiago Salgueiro

MUDAM-SE OS TEMPOS....



JÁ COMEÇOU A LADROAGEM!

Da desgraça que assola o País, concretamente Pedrogão Grande, Góis e toda aquela zona, já muito se falou, comentou e relatou. Principalmente as estações de Televisão com reportagens, debates e muita gente de colarinho alto a botar sentenças.
A desgraça aconteceu... e a nós, que ficámos, resta-nos endereçar uma palavra de agradecimento a todos os nossos Bombeiros e rezar pela alma dos que perderam a vida.
Não tenho conhecimentos para discutir catástrofes de tal tamanho nem tão pouco procurar justificações porque tal aconteceu.
Tenho, e disso não abdico, de manifestar a minha revolta pelos GATUNOS que se aproveitam da desgraça dos outros para encherem os bolsos.
Eu justifico:
Ontem ao sintonizar várias Estação de TV, já por si de reputação duvidosa, anunciavam os locutores a abertura de uma conta solidária a favor das vítimas convidando os espectadores a marcar o número tal e informando que o custo da chamada seria de 60 cêntimos + IVA acrescentando no final que desses 60 cêntimos a operadora ficaria de imediato com 10. Temos então já dois a aproveitarem-se da desgraça dos outros. A referida OPERADORA que se abotoa logo com 10 cêntimos e o ESTADO que não abdica da sua percentagem a que dá o nome de IVA.
GATUNAGEM… tal e qual como nos chamados peditórios da luta contra a fome. Então isto não é aproveitarem-se da desgraça dos outros? Nos peditórios à porta dos Supermercados começam logo por ganhar as cadeias de supermercados que nunca abdicam da sua margem de lucro, e claro o Estado que cobra o IVA.
Haja respeito por quem sofre ….

Chico Manuel