terça-feira, 28 de julho de 2015

BOAS NOTÍCIAS PARA O ALANDROAL

Foram entregues hoje a diversas Corporações de Bombeiros algumas viaturas destinadas aos Serviços de Emergência Médica (INEM).
Os B.V.A.  foi uma das contempladas com a substituição por uma nova e ao mesmo tempo a instalação de um Posto de Emergência Médica (PEM).
Já no passado Sábado na Santa Casa da Misericórdia do Alandroal foi assinado um acordo  com a Segurança Social  do Programa Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS)


DE MANHÃ, A BICA NA ESPLANADA!

Ultimamente a minha estadia no Alandroal tem-se tornado mais assídua e o convívio com alguns amigos que ainda por lá conservo, e que muito prezo, mais frequente. 
É certo que grande parte dos muitos amigos que há 22 anos por cá deixei, já só os posso recordar indo pela tal rua que “tem dois arcos à ventura, onde passa a mocidade quando vão p´rá sepultura”.
Mas, felizmente muitos ainda se conservam entre nós. E desses, e com esses é sempre um redobrado prazer, pela manhã, e tendo como cenário de fundo a nossa linda Praça , protegidos dos raios solares, na esplanada do Endovélico (nunca mais me esqueci, depois do merecido puxão de orelhas), tomar a bica e dar dois dedos de conversa.
O Valente recorda histórias vividas na sua velha profissão de taxista (a seguir transcrevo uma); o Bastos quer saber dos velhos amigos que deixou aqui por Montemor; o Orteguita e o Zé Fernando relembram velhas pescarias e cenas divertidas que se viveram nas mesmas (aquela do Sousa, quando o Judas partiu um bocado do presunto para levarmos para a bucha, e o Sousa em vez de trazer o bocado partido meteu na mochila a outra parte, ou seja quase o presunto inteiro – só mesmo o Sousa!, e quando se lhe pediu que fizesse dois pastelões diferente e quando chegou a altura dos comer eram iguais – iguais não dizia ele; um é com batata branca o outro é com batata roxa); O Zé Pedro relembra as peripécias do “seu” grupo de forcados; o Zé Tadarra as suas aventuras de estafeta ciclista; o M. Augusto e o Dino “picam-se” amigavelmente assim como numa espécie de desgarrada que nunca mais aprendem; o Tói relembra o “tal” que se divertia nos arraiais da Festa de Setembro, ou quando havia aglomerados de gente, a tirar “macacos” do nariz e a depositá-los nos casacos dos passeantes – até que um dia!... e o Balanças disserta a propósito dos efeitos calóricos das migas com almece.
E que bom que é ouvir e relembrar factos caídos no esquecimento contados pelo Ti Zé da Paula, ou pelo decano da nossa Vila Ti António do Lucas (como ele se lembrava do Domingos Peças! E que bons bocados deveriam ter passado!. ).
Afinal…os muitos comentários que por aqui aparecem enganaram-me. Ao lê-los e “deletá-los”, levaram-me a pensar que o Alandroal era presentemente uma terra em permanente conflito político, de bota-abaixo se não és dos meus, em que as conversas se baseavam apenas na política local, na denuncia infundada, no ódio e na vingança
Felizmente, todos aqueles que comigo viveram em tempos passados bons momentos, continuam iguais a si próprios, continuam a manter a boa disposição que sempre os caracterizou, a mesma boa educação, o mesmo espirito de amizade e acima de tudo, para minha satisfação a ser meus amigos.
É bom estar no Alandroal


Chico Manuel 

OS MEUS RESPEITOS

António Lucas – O decano do Alandroal (98 anos) -  (Eu e o PEÇAS FALÁVAMOS MUITAS VEZES DE TI)



Manuel Varandas –  após uma vida de trabalho EM PÉ, AGORA O DESCANSO SENTADO. - (OLHA O XICO MANEL DOS CORREIOS!)


José da Paula – Recordar o passado - (TINHAMOS UMA BELA EQUIPA DE FUTEBOL)


MAIS UMA PERIPÉCIA DO CACHAMELA

Muitas têm sido as estórias que já aqui contamos do Domingos (O Cachamela), figura impar que ficou na história do Alandroal não só pelos seus dotes musicais, como pela fama que granjeou com taberneiro e principalmente pelas inofensivas “partidas” que gostava de pregar.
Esta foi-nos relatada pelo Valente.
Nas noites quentes de Verão e após o fecho da taberna, gostava o Domingos de se ir estender no poial da Fonte, onde ferrava grandes “sornas”.
Numa dessas noites, dois fulanos de Borba,  devido a uma avaria no seu automóvel, lá para o lado das Bispas,  não tiveram outro remédio senão o de abandonar o veículo avariado e deslocarem-se para o Alandroal em busca de um táxi que os levasse de volta para a sua terra. Quando chegaram à Praça apenas encontraram o Domingos, ferrado a dormir no já referido poial da Fonte. Com o intuito de saberem onde poderiam encontrar um carro de praça, acordaram-no. Na altura e por falta de lugar na sua residência um vizinho guardava a sua motorizada na taberna do Domingos onde não faltava espaço.
“Gastar dinheiro num táxi? Nem pensar nisso. Então os meus amigos não sabem andar de motorizada? Eu tenho uma que pouco uso, e, não me custa nada emprestar-lha. Quando calhar devolvem-ma. Vamos lá à taberna.”
Chegados ao local o Cachamela:
“Olhe, aqui está. Ponha-a lá a trabalhar. Onde são os travões? Meta lá as mudanças. Agora vamos dar uma volta pela Vila para eu ver se sabe conduzir bem”.
Feito o “exame”, e depois de ter percorrido as ruas da Vila quase todas, e já no  local de partida:
“Desculpe lá, mas o meu amigo não está devidamente aprovado para que possa conduzir a motorizada. Vamos lá até à Praça que eu já lhe digo onde mora o chauffeur de táxis”.
E foi assim que às tantas da manhã o Cachamela andou, como pendura, passeando de motorizada, e os nossos amigos se quiseram ir dormir a casa tiveram que desembolsar o dinheiro do táxi.
Era assim o Domingos!

Chico Manuel

DIVULGAÇÃO

ALANDROAL

                                                                                                                                ÉVORA

ESCLARECIMENTO - (Particular)

Caro comentador das 09,51
Conforme já esclareci, a postagem «RECEBIDO COM PEDIDO DE PUBLICAÇÃO» tem como finalidade debater o assunto FAM, baseado num comunicado enviado pelo MUDA.
Dois comentários que publiquei porque poderiam ter algo a ver com gestão e consequente debate futuro deram azo a uma série de opiniões que a serem publicadas iriam desvirtuar e desviar a atenção para o que se pretendia debater. Vi-me portanto na obrigação de por ponto final nos comentários que fugiam ao assunto principal da postagem.
No entanto o Al Tejo não foge ao debate do assunto próximas eleições autárquicas e prováveis candidatos. O seu comentário, porque sério e elucidativo seria uma nova oportunidade de encetar um debate a propósito, no qual com comentários sem ofensas pessoais, ataques personalizados e pouco dignos, poderia contribuir para um melhor esclarecimento do assunto. Para tal iria colocar o seu comentário/artigo em primeira página como início de nova postagem exclusivamente dedicada ao assunto.
 Para que tal se concretize seria apenas necessário que se identificasse apenas perante mim, omitindo eu na postagem a sua identidade, mas ficando salvaguardada a minha responsabilidade perante as afirmações que o seu comentário contem.

Chico Manuel

segunda-feira, 27 de julho de 2015

BEM - VINDO "MEU SUPER"

     CONFIRMAÇÃO DA INSTALAÇÃO DE UM SUPERMERCADO NO ALANDROAL

É com redobrado prazer que nos apraz confirmar a instalação de um Supermercado no Alandroal.

Al Tejo está em condições de afirmar que muito brevemente se irão iniciar as obras para a construção de um Supermercado no Alandroal.
O mesmo pertence à Rede Continente/Sonae, vai ter o nome de “MEU SUPER” e  vai ocupar uma área de 200m2, criando 4 a 8 postos de trabalho, transacionando toda a gama de produtos Continente, com os benefícios concedidos pelo respectivo cartão Continente.
O projecto foi colocado para aprovação em Março sendo recentemente aprovado.

Fique desde já com o logotipo do novo Supermercado


 Bem vindo MEU SUPER (digo eu!)


RECEBIDO COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO


NOTÍCIAS DO ALENTEJO

O ex-presidente da Câmara Municipal de Évora José Ernesto Oliveira e o ex-autarca de Reguengos de Monsaraz, Victor Martelo, serão agraciados com o grau de comendador da Ordem do Mérito, numa cerimónia que terá irá decorrer no Palácio de Belém.


Decorreu este sábado, 25 de julho, em Vila Viçosa, na Sociedade Filarmónica União Calipolense, o III Encontro de Poetas Populares.

O VITOR MATOS NÃO SE POUPA A ESFORÇOS PARA DIVULGAR O SEU “AMIGOS DE S. BRÁS DOS MATOS”

OIÇA CLIKANDO NO LINK ABAIXO A ENTREVISTA À RÁDIO DESPERTAR DE                                                                                             ESTREMOZ

                                                  https://youtu.be/2lEFP2BCipc


                                                 E O PRÓXIMO JOGO É INTERNACIONAL


DIVULGAÇÃO - CINEMA AO AR LIVRE EM MONTEMOR


domingo, 26 de julho de 2015

DESDE ONTEM O ALANDROAL ESTÁ MAIS RICO

A SANTA CASA DA MISERICORDIA DO ALANDROAL INAUGUROU A NOVA                                ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSAS















OS NOSSOS POETAS

                                                          

                                                                ABRE TEUS BRAÇOS À VIDA


                                                                Não esperes colher as flores
                                                                Se não semeares o jardim
                                                                Porque perfume e cores
                                                                Vão só depender de ti

                                                                 Abre teus braços à vida
                                                                 Que a vida se abre em abraços
                                                                 Cresce, esforça-te na subida
                                                                  Não deixes perdidos teus passos

                                                                  Arregaça com fervor
                                                                  A auto-estima de viver
                                                                  Vive o presente com amor
                                                                  Deixa o passado morrer

                                                                  Procura na natureza
                                                                  A luz que brilha e não vês
                                                                  Caminha, que encontras beleza
                                                                  E vive pleno, outra vez

                                                                  Não cismes e não te encantes
                                                                  Com estímulos imaginários
                                                                  Dominadores da mente
                                                                  Tão enganadores… falsários

                                                                   A oportunidade se alcança
                                                                   Na força de muito querer
                                                                   Acelera que a esperança
                                                                  "É a última a morrer"

                                                                     Não caias em tentação
                                                                     Mede todos os prós e contras
                                                                     Porque uma má decisão
                                                                     Só o tempo faz as contas

                                                                      Floresce e vê as coisas
                                                                      Pelo lado mais positivo
                                                                      Liberta o pensar e ousa
                                                                      Não amedrontes o tino

                                                                       A vida fez-se para viver
                                                                       A vida tem energia
                                                                       Viver faz-nos mais crescer
                                                                       Com prazer, paz e harmonia

Maria Antonieta Matos 21-07-2015
Pintura Costa  Araújo

                          VOU PROIBIR A TRISTEZA!



                                                                             Vou proibir a tristeza
                                                                             De sonhar no pensamento
                                                                             Vou ser forte, fortaleza
                                                                              Para acabar com o sofrimento

                                                                              Vou proibir que haja trancas
                                                                              Onde se esconde a solidão
                                                                              E abro rios de águas mansas
                                                                              A correr de chão em chão

                                                                               Vou proibir a doença
                                                                               Que amarra qualquer pessoa
                                                                                O não acreditar na esperança
                                                                                Consentir o que magoa

                                                                                Vou proibir que exista a dor
                                                                                Que a tristeza vem consumir
                                                                                Vou abrir campos de flores
                                                                                Quero ver todos a sorrir

                                                                                Vou proibir que haja fome
                                                                                O abandono de crianças
                                                                                A injustiça que não dorme
                                                                                A maldade e a ignorância

                                                                                Vou espalhar a alegria
                                                                                Vou abrir todas as portas
                                                                                Vou dar largas à magia
                                                                                 A tristeza me revolta!

Maria Antonieta Matos 20-07-2015
Pintura Costa Araújo



                                    «A RELA» 
Quase todos os dias pela tardinha repete-se o ritual. Corda nos sapatos e aí vou eu a caminho da Horta da Vinha (fui eu que a baptizei assim por se encontrar na extrema da extinta vinha da Pipeira, outrora «Campo de Experiências»). Com seu poço d’água e tanque lateral que noutro tempo serviu de apoio para rega do hortejo, encontra-se delimitado por colunas de granito no espaço que o circunda. Fez-se agora estrutura em madeira e cobertura em canas para embarrar as videiras que partem de cada uma das colunas, e desse modo se usufruir de sombra nos dias quentes de verão. Também se construiu mesa debaixo do mesmo espaço (pedra grande em xisto que se apoia em cinco paus de cerca), e a que dei o nome de «Anta». A rega utilizada é 'gota a gota', com um depósito de 1000 litros que serve de apoio a todo o hortejo. Uma bomba é o sistema utilizado para tirar água do poço, trabalhando com o auxílio de um gerador a gasolina. Muito simples. 
Mas não é sobre isso que vos quero falar. O que hoje me motivou a escrever chama-se rela (ou pequena rã), uma história de amizade ou talvez muito mais que isso. 
O depósito d’água, não havendo qualquer percalço, leva cerca de 20 minutos até ficar repleto. Certo dia ao verificar se ainda faltava muito para estar cheio, comecei por observar à tona d’água relas mortas que surgiam à superfície. Fui retirando todas as que pude para dentro de uma garrafa de litro e meio de água. Contei 25 relas mortas. Quando me preparava para as jogar em terra, reparei que dentro da garrafa algo se tinha mexido... e tinha razão! Uma rela, de cor castanha, agitava sofregamente as suas patinhas. Retirei-a, e a coloquei ao sol. As restantes estavam efectivamente mortas, mas a rela de cor castanha havia resistido ao calor no fundo do depósito d’água. Eu a tinha salvo, e ela podia seguir o seu caminho. Assim aconteceu nesse certo dia que vos falo. 
Mais tarde (ou melhor, em outro certo dia), o mesmo ritual de encher o depósito; e quando este se encontrava quase cheio, saltou do seu interior uma rela ficando segura na borda ou boca do depósito, virada na minha direcção. Pensei de imediato em apanhá-la, mas logo desisti da ideia. Disse para com os meus botões: «talvez ela me deixe fazer uma festa… quem sabe? Não querias mais nada, fazer festas a uma rã… só em sonhos!». 
Então avancei com o dedo mindinho e acariciei o seu saco vocal ou membrana de pele. E a rela de cor castanha assim permaneceu imóvel o tempo todo, talvez na procura de uma antiga amizade. 
A cena já se repetiu… 
eu e a rela de cor castanha estamos definitivamente ligados! 
E só nós dois é que sabemos… 
Matias José


                                                  Quase desidratada plo calor 
                                                  No depósito d’água esvaziado, 
                                                  Emergiu rela de castanha cor 
                                                  Que aí havia pernoitado. 

                                                   Depositei-a junto à hortelã 
                                                   Virada ao sol de fim-de-tarde, 
                                                   Para despertar pela manhã 
                                                   E poder sentir-se em liberdade. 

                                                   Resolveu ela (eu senti mágoa?) 
                                                   Ao mesmo sítio querer voltar… 
                                                   Mas com o depósito raso d’ água 
                                                   Não corria perigo em desidratar. 

                                                   Surgiu do nada!... e logo saltou 
                                                   Para a borda onde ficou segura, 
                                                   Foi quando a dúvida se instalou: 
                                                   Seria então a mesma criatura? 

                                                   Aí permaneceu muito serena 
                                                   Parecia até me conhecer, 
                                                   E eu indagando sobre a cena: 
                                                   És quem não deixei morrer? 

                                                   Logo de pronto fiz menção… 
                                                   (Não sem antes me questionar) 
                                                   Movimento rápido com a mão 
                                                   E a rela castanha apanhar…? 

                                                   De seguida observei: o ideal!... 
                                                   Vou tentar bem de mansinho 
                                                   Fazer-lhe festa no saco vocal, 
                                                   Com o meu dedo mindinho. 

                                                   Duvidei ainda desse intento… 
                                                   Mas lá avancei com cautela 
                                                   Nesse ténue movimento… 
                                                   Finalmente acariciava a rela! 

                                                   E o sucedido voltou a ter bis!... 
                                                   No mesmo poiso à minha espera 
                                                   Encontrava-se ela muito feliz!! 
                                                   (Não se tratou duma quimera) 

Matias José
                                                 AO DOMINGO DEUS MANDOU DESCANSAR.

                                                 NÓS SUGERIMOS QUE DESCANSE SORRINDO.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

DUQUES E CENAS - Por J.L.N.

                                                          Silly, silly Balú!
Vem aí a estação das parvoíces, a silly season como já é conhecida há uns anos. E nesta época de Verão, a crise grega passa a ser marca de iogurte e os problemas da nossa pátria ficam localizados muito além da linha do horizonte que separa, de forma ténue, o céu do mar que o espelha (obrigado, Fernando). O Sol e o seu respectivo pôr, se há uns anitos era motivo para um passeio romântico à beira-mar, hoje é uma forma de legitimar o início de um período (que vai desde o pôr até ao nascer do dito) de valente descontracção. Basta vestir uns trapinhos de cor branca, pegar num copo (fundamental) e dançar como se não houvesse amanhã, com gente que não se conhece de lado nenhum. E o que se faz durante o dia? Dorme-se até à uma e, depois, faz-se tudo para não se fazer nada.
A praia passa a ser, nesta altura, o cenário de todas as loucuras: as gorduras das mais anafadinhas parece que derretem mas não derretem, porque entre uma sesta e outra arrefinfam-lhe com quatro bolas de Berlim com creme e três sem creme (por causa da dieta). Depois, quando o tempo não é o ideal para expor o físico, conquistado à custa de muito sofrimento nos ginásios deste país de musculados, as tias do croquete anexam-se a uns amigos de acasião e lá entram todos nas festas e recepções patrocinadas por revistas e televisões. Tudo isto é divertido, tudo isto é triste, tudo isto é fado (obrigado, Amália).
A silly season é também a época dos acasalamentos furtuitos, ocasionais e sem futuro. É fixe conhecer outros e outras que não os nossos e as nossas. E quem não teve um delicioso e tórrido amor de Verão que lance a primeira pedra (obrigado Zezé). E em relação à malta nova, todos sabemos que os amores de Verão acabam sempre por ficar na memória de quem os vive. A outra malta que, como eu, gosta de, no Verão, jantar fora, no quintal, acaba sempre por viver uns dias pacíficos, verdadeiramente relaxantes e sem problemas de maior.
Se dantes era no Carnaval que nada parecia mal, agora é no Verão que tudo é permitido, porque é engraçado, inofensivo, descontraído e quiduxo. Pois é, em Setembro, acabam-se as gracinhas e o abanar do capacete ao som de música reggae na onda do Everything's gonna be alright (obrigado Bob Marley). Mas haja esperança: se a areia da praia não se tiver enfiado no cérebro dos portugueses, amigos do sol e da boa vida, talvez ainda venhamos a ter gente capaz de cumprir Portugal (obrigado, Fernando, e desculpa o abuso).
E agora despeço-me, porque tenho umas sardinhas a assar no quintal. Vou receber esta noite a Condessa de Arraiolos e Excelentíssima Família que decidiram apresentar-me cumprimentos na sua passagem por esta mui nobre cidade de Montemor a caminho do seu palacete em Zambujeira do Mar. Já escolhi a música que nos vai embalar, todos de branco, até o Sol nascer ali por detrás da Serra das Vinagras! Se quiserem... apareçam.

João Luis Nabo
In "O Montemorense", Julho 2015




SUGERIMOS






BONS EXEMPLOS QUE VEM DE FORA

Da notícia difundida no “site” da C. M. A. que dava conta de uma acção de sensibilização e divulgação para crianças da biodiversidade do Alqueva, as fotos anexas chamara-nos a atenção:



Sendo meritória a iniciativa da C.M.A., não posso deixar de manifestar o meu espanto pelo facto de ser num autocarro da vizinha Espanha a promover a educação dos jovens Portugueses. 
O senhor ministro Nuno Crato que tão exigente é para que os estudantes saiam da escola com melhor formação, não põe os olhos nestas iniciativas? Será que desconhece a fauna e a flora proporcionada pelo Alqueva? Não foi Portugal que construiu o Grande Lago? Não nos cabe a nós estudar tudo o que ao mesmo diz respeito?
Valentes “Hermanos”- vocês é que sabem. Cada vez percebo melhor porque quando do miradoiro de Juromenha avisto terras de Espanha os vossos campos bem cultivados me deslumbram.
Nós fazemos – “vos outros” aproveitam… fazem muitíssimo bem!
E olé!

Chico Manuel

PÁGINA DESPORTIVA




                             AMIGOS DE S. BRÁS DOS MATOS CONTINUAM A SER NOTÍCIA


IMPRENSA ALENTEJANA RECENTE